Purgátório audiovisual

Sunday, April 30, 2006

Noiva Cadáver

Título: Noiva Cadáver - Corpse Bride

País: Inglaterra

Duração: 76 min

Direção: Tim Burton, Michael Johnson

Elenco: Johnny Depp, Helena Bonham Carter, Emily Watson, Albert Finney, Richard Grant, Joanna Lumley, Christopher Lee.


Ying…

A primeira animação cá representando este segmento o faz com grande eficiência, pois é um bom filme com seu bom enredo, mas pecando em não o aproveitá-lo melhor, pois é curto demais para o diante dos filmes atuais. Mais um comentário que se faz valer a pena ser tecido é que apesar de animação não se faz um filme totalmente infantil recomendado a todas as idades.

Na parte da animação destaca-se a tecnologia que difere da maioria dos atuais desenhos de longa existentes. A verossimilhança com Johnny Depp dá essa excelência da tecnologia. O elenco tirando como exemplo novamente o personagem de Johnny Depp dá uma certa realidade, ressalto a dublagem que o mesmo fez para o seu personagem dando um toque medroso e tímido para o mesmo.

Batida relação entre Tim Burton e Johnny Depp onde se dá a quinta parceria vide outros filmes como Edward: Mãos de Tesoura e A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça, mas não tiro essa relação como algo ruim, pois já deve haver uma inclinação para tal personagem onde esse “herda” as qualidades do ator que o fará.

Recomendado filme por seu enredo, personagens e tecnologias. O interessante ambiente de Tim Burton em mais um filme meio “obscuro”, e este o representa com excelência.

Yang...

Como falar de um filme de Tim Burton?! Simplesmente meu diretor favorito

É difícil comentar sobre esse filme separado da minha aura de fã de carteirinha

Bom... Vamos as minhas impressões sobre o Noiva Cadáver.

Mais uma incursão de Tim Burton sobre o mundo da animação, e mais uma vez a técnica escolhida foi a Stop Motion, aquela de bonequinhos de massa.

A execução do filme é soberba às vezes achamos estar de frente a uma animação feita por computador. Velhos parceiros do diretor retornam aqui, destaque para a dupla Johnny Depp e Danny Elfman. O clima gótico característico do diretor também está presente, neste filme ele pode "brincar" ainda mais visto que temos dois mundos distintos, o dos vivos, muito triste e soturno, e o dos mortos, bem mais alegre e digamos "vivo".

É preciso explicar também que o filme é musical, portanto deverá ser assistido sob essa ótica, pra' depois não ficar reclamando dos constantes interlúdios musicais do filme.

Uma excelente fábula pena que curta (76min), admito que não é para todos os gostos mas não deixe a classificação de animação, musical te afastar dessa excelente obra.

Sunday, April 23, 2006

Crash

Crash

Ficha Técnica:

Título: Crash - No limite
País: EUA
Duração: 113 min
Diretor: Paul Haggins
Elenco: Karina Arroyave, Dato Bakhtadze, Sandra Bullock, Don Cheadle, Art Chudabala, Tony Danza, Keith David, Loretta Devine, Matt Dillon, Jennifer Espósito, Ime Etuk, Eddie J. Fernandez, William Fichtner, Brendan Fraser, Billly Gallo, Ken Garito, Nona Gaye, Terrence Howard, Ludacris, Thandie Newton, Ryan Phillippe, Alexis Rhee, Ashlyn Sanchez, Larenz Tate e Sean Cory.

Angel...

O vencedor do Oscar de melhor filme, estréia na direção de longas do diretor Paul Haggis, é considerado por muita gente apenas como a escolha mais segura entre os indicados (a mídia apontava um forte favoritismo para Brokeback Mountain), mas em minha opinião é um grande filme e o Oscar foi merecido.

Crash é um filme que aborda o racismo de uma forma bem crua, sem maquiagens, um tema tão delicado nos EUA e que aqui nós mascaramos bastante, mas fala de uma forma soberba sem estereotipar nenhum de seus personagens, o que nos permite tirar conclusões sobre eles sem influencia alguma. O roteiro, com suas diversas histórias, com vários personagens que de uma forma ou de outra acabam relacionadas, mantém o fôlego praticamente durante toda as 2 horas de filme com algumas reviravoltas interessantes.

No elenco destaques para o canastrão do Matt Dilon que me surpreendeu e se mostrou perfeito no papel e Don Cheadle confirmando seu talento (que já havia demonstrado em Hotel Ruwanda).

Em resumo é um filme sólido, que possui sim suas falhas, mas que no geral fica suplantada por toda sua qualidade.

Devil...

Comecemos a tecer o primeiro filme comentado deste blog que por definitivo está assim inaugurado, temos o ganhador de três Oscars em 2005, entre eles o polêmico e inesperado Melhor Filme.

Nada como uma versão mais trágica de Simplesmente Amor, em sua história (enredo) tem-se uma série de coincidências seguidas que se passa em Los Angeles durante 36 horas que foram reproduzidas de forma exagerada a meu ver, mas que mesmo assim não perdem seu charme no decorrer do filme.

As historias de cada núcleo se entrelaçam de uma forma interessante, porém exagerada como já dito anteriormente, elas demonstram os medos dos cidadãos estadunidenses e uma série de problemas sociais “enfrentados” por eles em seu cotidiano, como o racismo e a xenofobia.

Brendan Fraser e Sandra Bullock poderiam muito bem não estar nesse filme, às personagens poderiam ser muito bem feitas por qualquer ator por aí (que cobrem bem menos pelos serviços ou isto poderia ter sido feito o mesmo de propósito para o filme ter devida atenção)o primeiro sempre com a cara de quem vai pular e começar a destruir tudo de maneira atrapalhada, batido como ator de ação e comédia tenta fazer um papel digamos normal e consegue, como se isso fosse algo de interessante e a segunda se bem recordo tem interpreta uma mulher fútil e sem forte presença no enredo do filme, representa a classe rica e vítima do crime. Tira-se o melhor como Don Cheadle onde seu personagem tem mais apelo por ter uma série de problemas familiares.

Enfim, recomenda-se o filme não como um filme fora de série, mas algo interessante e capaz de te prender facilmente a tela por seu enredo e o desenrolar dessas 36 horas em Los Angeles.